Header Ads

ad728
  • Extra! Extra!

    É adulto, quer aprender a tocar violino, só tem 20 minutos por dia e acha que não dá? Arthur Lauton te ensina que dá sim!

    Olá, gente amiga! Essa dica é bem específica para os Sherlocks de plantão, adultos que querem tocar seu violino e tem pouco tempo disponível, seja porque estão resolvendo mistérios por aí ou porque a correria do dia-a-dia impede de ter mais tempo para essa prática! É seu caso? Então confere esse material que recebi e achei bem interessante!


    Aprender violino depois de adulto costuma vir acompanhado de uma pergunta incômoda: será que ainda dá tempo? Para o violinista Arthur Lauton, criador do canal Como Tocar Violino, a resposta é sim. Mas, segundo ele, muitos adultos travam não por falta de idade, talento ou dedicação, e sim porque confundem tocar com estudar.

    Há quem pegue o instrumento todos os dias, tente acompanhar vídeos, repita músicas conhecidas e, mesmo assim, sinta que continua no mesmo lugar. Para Lauton, esse é um dos erros mais comuns entre iniciantes adultos.

    “Tem gente que estuda violino uma hora todos os dias e vai descobrir que nunca estudou violino na vida, que sempre tocou. São coisas completamente diferentes”, afirma.

    A diferença, segundo ele, muda a forma como o aluno usa o tempo disponível. Tocar é executar algo que já foi aprendido ou tentar reproduzir uma música. Estudar exige outro tipo de atenção: observar o que não funciona, separar pequenos trechos, repetir com objetivo, usar metrônomo e entender qual técnica precisa ser desenvolvida.

    “Quando a pessoa só pega o violino, entra no YouTube, vê um vídeo e tenta tocar uma música, isso não é estudar. Ela está apenas tocando. E quem só toca não evolui do jeito que poderia”, explica.


    Pouco tempo não precisa ser problema

    A falta de tempo é uma das principais queixas de quem tenta aprender um instrumento na vida adulta. Trabalho, casa, filhos, deslocamento e cansaço tornam difícil manter longas sessões de estudo.

    Para Lauton, porém, o problema nem sempre está na quantidade de minutos disponíveis. O que atrapalha muitos alunos é gastar parte desse tempo decidindo o que fazer.

    “O maior erro de quem só tem 15 ou 20 minutos não é estudar pouco. É gastar metade desse tempo escolhendo o que vai estudar”, diz.

    Segundo o violinista, uma sessão curta pode render mais quando já começa com objetivo claro. Em vez de pegar o instrumento e tentar tocar uma música inteira, o aluno deve saber previamente qual habilidade vai trabalhar naquele dia.

    Pode ser afinação, troca de cordas, ritmo, postura da mão esquerda, controle do arco ou leitura de partitura. O ponto central é não transformar o estudo em tentativa aleatória.

    “Vinte minutos podem ser suficientes, desde que sejam os 20 minutos certos”, afirma.


    Técnica, aplicação e repertório

    O método defendido por Lauton organiza o estudo em três pilares: técnica, aplicação e repertório.

    A técnica é o momento de entender o movimento. É quando o aluno observa como posicionar os dedos, controlar o arco, ajustar a postura ou melhorar a afinação. A aplicação vem depois, com exercícios específicos para transformar esse entendimento em ação. Só então entra o repertório, ou seja, as músicas.

    Segundo ele, muitos iniciantes fazem o caminho inverso. Começam pela música que desejam tocar e tentam resolver todos os problemas dentro dela. O resultado costuma ser frustração.

    “Nunca a gente começa estudando direto numa música. A música é o conjunto de técnicas que você preparou antes. Se você começa pela música, vai tocar mal porque não construiu a base”, avalia.

    A lógica vale principalmente para adultos, que tendem a querer resultados rápidos e podem se frustrar quando percebem que o som não sai como imaginavam. Para Lauton, o repertório deve ser tratado como consequência do estudo, não como ponto de partida. Isso não significa abandonar as músicas, mas entender que elas funcionam melhor quando o aluno já preparou as habilidades necessárias para tocá-las.


    Repetir não é sempre evoluir

    Outro erro comum, segundo o violinista, é acreditar que repetir muitas vezes é suficiente para melhorar. A repetição ajuda, mas só quando vem acompanhada de correção. Se o aluno repete o mesmo trecho com a mesma tensão, a mesma desafinação ou o mesmo erro de ritmo, ele apenas fortalece o problema.

    “Estudar é olhar para o que ainda não está bom. Se a pessoa repete sem perceber o que precisa ajustar, ela pode passar meses reforçando o erro”, afirma.

    Por isso, Lauton defende que o aluno adulto aprenda a observar o próprio estudo. Uma sugestão é dividir a sessão em pequenos blocos: primeiro aquecimento, depois um exercício técnico, em seguida um trecho curto de música e, por fim, uma revisão do que melhorou e do que ainda precisa de atenção.

    Também ajuda a anotar o foco do dia. Em vez de escrever apenas “estudei violino”, o aluno pode registrar: “trabalhei troca de cordas”, “melhorei a afinação no segundo compasso” ou “toquei com metrônomo em velocidade mais lenta”.


    O que estudar em 20 minutos

    Para quem tem pouco tempo, Lauton orienta uma rotina mais simples. Os primeiros minutos podem ser usados para preparar postura, arco e afinação. Em seguida, deve escolher um exercício técnico específico. Depois, pode aplicar essa técnica em um trecho curto de música.

    A parte final deve servir para revisar o que foi feito, sem tentar abraçar tudo de uma vez.

    Um exemplo de sessão curta pode incluir:

    • 3 minutos de preparação e afinação;
    • 7 minutos de exercício técnico;
    • 7 minutos de aplicação em um trecho pequeno;
    • 3 minutos de revisão e anotação do próximo foco.

    A orientação é evitar estudar sempre no improviso. Segundo o violinista, quem tem pouco tempo precisa começar a sessão sabendo exatamente qual problema pretende resolver.


    Aprender adulto exige outro método

    Lauton diz que sua visão sobre o ensino mudou a partir da própria trajetória. Antes de entrar na universidade, ele já tocava violino havia anos, mas precisou rever vícios técnicos e reconstruir parte do aprendizado.

    “Eu tocava todo torto, com um monte de vícios. Era aquele esquema em que um ensina para o outro, que ensina para o outro, e muita coisa errada vai passando junto”, recorda.

    Para ele, o adulto não deve ser tratado como uma criança que começou tarde. Esse aluno tem outra rotina, outras cobranças e outro tipo de ansiedade. Por isso, precisa de um método que respeite o tempo real disponível.

    A principal mudança, segundo o violinista, é parar de medir o estudo apenas pelo relógio.

    “Tempo é vida. Se você passa um dia estudando do jeito errado, perdeu um dia que poderia ter dado resultado. Tudo que você faz no violino precisa ter um objetivo”, conclui.

    -

    Quem é Arthur Lauton?

    Formado pelas universidades USP e UFBA, estudou com mestres como Claudio Cruz, Elina Suris e outros nomes da elite da música clássica nacional e internacional. Já tocou nas maiores orquestras do Brasil, incluindo a OSBA, onde ele estava no ano em que foi eleita a melhor orquestra do país em 2023. 

    Na música popular já dividiu o palco com Caetano, Gil, Chitãozinho & Xororó, BaianaSystem, Sérgio Reis, Saulo, entre outros gigantes da música brasileira.

    Levou seu violino para 9 estados brasileiros e países como China, EUA e Chile. É criador do canal Como Tocar Violino, que se aproxima dos 250 mil inscritos e já soma 14 milhões de visualizações. Hoje ajuda milhares de pessoas a aprender violino do zero com leveza, didática prática e orientação profissional.


    Nenhum comentário

    Já pode mostrar aquele SORRISO CONTAGIANTE! YUYU20 abre programação musical do Anime Friends 2026 junto com WOLF HOWL HARMONY!

    Anime Friends está chegando e já vamos começar cantando "o corre corre da cidade grande tanta gente passa, estou só..."! Mas você ...