Header Ads

ad728
  • Extra! Extra!

    Livro de autora afegã é apontado pelo The Guardian como dica imperdível de 2026

    Uma investigação literária original, PESSOAS BOAS obriga o leitor a reconsiderar o que acabou de ler na página anterior. Contado a partir de uma pluralidade de perspectivas, Pessoas boas, que chega às livrarias pela Intrínseca em setembro, apresenta uma narrativa provocadora, que acompanha a investigação sobre a morte de uma jovem e o julgamento público que rapidamente se ergue em torno de sua família. A trama criada por Sabit aborda temas como imigração, pertencimento, expectativas impostas às mulheres e os limites do famoso “sonho americano”.


    Os Sharaf parecem representar uma história exemplar de ascensão social. Refugiados afegãos, Rahmat e Maryam chegaram aos Estados Unidos apenas com as roupas do corpo e, depois de anos de trabalho, conquistaram uma vida de riqueza e prestígio. A família mora numa mansão em um bairro exclusivo da Virgínia, e os quatro filhos frequentam algumas das instituições de ensino mais prestigiadas do país. Para vizinhos, conhecidos e integrantes da comunidade afegã, os Sharaf seriam a prova de que dedicação e disciplina podem transformar o destino dos imigrantes.

    Essa reputação começa a ruir quando Zorah, a filha mais velha, é encontrada morta. O que inicialmente poderia ser compreendido como um acidente logo se transforma em motivo de especulação. Jornalistas, colegas de escola, professores, vizinhos, advogados, investigadores e membros da comunidade passam a esmiuçar os últimos anos da jovem e a vida privada dos Sharaf. Cada novo relato parece esclarecer o que aconteceu, mas frequentemente contradiz a versão apresentada poucas páginas antes. Zorah surge ora como uma filha brilhante e profundamente amada, ora como uma jovem rebelde que tentava escapar das expectativas da família. Os pais, por sua vez, são descritos tanto como refugiados que sacrificaram tudo pelos filhos quanto como responsáveis por um lar marcado pelo controle e pelo medo.

    A narrativa criada pela autora reproduz depoimentos breves, fragmentados e atravessados por interesses pessoais, ressentimentos e preconceitos, além de lembranças incompletas que formam a estrutura ideal para retratar como uma tragédia privada se transforma gradativamente em um caso de true crime. Como os Sharaf nunca assumem a narração, a família permanece no centro de uma espécie de tribunal no qual todos parecem ter algo a dizer, embora ninguém conheça a história por inteiro.

    A autora afegã expõe a natureza condicional do pertencimento concedido às comunidades imigrantes: enquanto correspondem à imagem da família trabalhadora e próspera, os Sharaf são acolhidos. Já diante da suspeita, eles passam a ser tratados como estrangeiros cuja intimidade pode ser julgada por todos.


    Patmeena Sabit nasceu em Cabul poucos anos depois da invasão soviética ao Afeganistão. Quando ela tinha um mês de vida, sua família se refugiou no Paquistão, unindo-se aos milhões de afegãos que lá encontraram abrigo. Em seguida, eles se mudaram para Virgínia, nos Estados Unidos, onde ela cresceu. Atualmente, Sabit mora em Toronto.


    Conteúdo enviado pela assessoria de imprensa e replicado com autorização.

    Nenhum comentário

    Paris Filmes alegra fãs de One Piece com três filmes e divulga o trailer do primeiro que chega aos cinemas em setembro!

    Nossos sonhos se unirão com há de ser... E nós nãoi vamos desistir até econtrar... ONE PIECE!! UHUUUU! A Paris Filmes divulga o trailer de ...