De tradução independente à referência em psicanálise: Aller Editora celebra dez anos e inaugura nova sede em São Paulo
Há dez anos, a psicanalista Fernanda Zacharewicz decidiu traduzir e publicar uma obra no Brasil. O projeto, que começou de forma independente, deu origem à Aller Editora, hoje reconhecida por um dos mais conceituados catálogos dedicados à psicanálise e pelo trabalho de apresentar ao público brasileiro importantes autores franceses da área.
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| Fernanda Zacharewicz na inauguração da nova sede em São Paulo |
Agora, essa trajetória ganha um novo capítulo com a inauguração da sede da editora, em um charmoso sobrado na Rua Haddock Lobo, em São Paulo. Além da livraria com seleção de títulos assinada por Fernanda, o espaço receberá debates, lançamentos, cursos, grupos de leitura e encontros com autores nacionais e internacionais, voltados à formação de analistas, pesquisadores, estudantes e leitores. Mais do que uma livraria, a nova casa pretende se consolidar como um ponto de encontro para a comunidade psicanalítica.
Com foco na tradição lacaniana desde sua fundação, a Aller publicou, ao longo da última década, dezenas de títulos inéditos no Brasil, ampliando o acesso nacional à produção contemporânea da psicanálise francesa. O catálogo reúne autores como Colette Soler, Catherine Millot, Luis Izcovich, Jean-Michel Vives e Èrik Porge, além dos brasileiros Mário Eduardo Costa Pereira, Andréa Brunetto e Denise Maurano.
Entre os destaques está o lançamento de "A prática de Lacan", organizado por Luis Izcovich. A obra reúne nove depoimentos de analisantes e supervisionandos de Jacques Lacan e oferece um registro raro sobre sua prática clínica e de supervisão.
"A Aller é verbo, movimento. Cada passo da editora reafirma nosso compromisso com a formação contínua do analista e com a circulação de obras que ampliam o debate psicanalítico", afirma Fernanda Zacharewicz, fundadora da editora.
Sobre a Aller Editora
Do encontro com a psicanálise nasceu a Aller Editora. Fernanda Zacharewicz, psicanalista, se deparava continuamente com a dificuldade de acesso às obras publicadas em outros idiomas, com a demora na tradução e disponibilização delas para os analistas brasileiros. Juntando essa necessidade com o desejo de dedicar-se ao estudo e à leitura – que sempre ocuparam parte importante de seu cotidiano- Fernanda funda, em 2016, a Aller. Aller é ir em francês, mas também é homofônico com a expressão ‘a ler’ – para ler. Nesses dois termos, entre línguas, aqui e lá, é o ponto de realização do desejo que se fez verbo e é conjugado a cada livro.
Conteúdo enviado pela assessoria de imprensa e replicado com autorização.

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